martes, 24 de septiembre de 2024

MAIS NOTÍCIAS/ATUALIZAÇÃO DE PRESENÇAS/ACOMPANHANTES/GRUPO WHATSAPP - II ENCONTRO DE PROFESSORES E AMIGOS QUE SE CONHECERAM EM TIMOR-LESTE



PRESENÇAS ATÉ À DATA

Acácio Coixão Duarte /Amelia BravoVadillo/

Ana Baptista / Ângela Dourado/

(Bé) Bernardete Gonçalves (Pendente)/ 

Bruno Coimbra / Carla Delgado (pendente) /

(Cajó) Carlos Novais / Cláudia Videira /

 Emília Fitas /Filomena Hortinhas / 

Helena Barrinha (pendente) /Inês Clímaco /

Inês Teixeira /João Parreira Martins / 

Lígia Braz / Lina Carona/ Manuela Lopes

Margarida Figueirinhas / Maria Almeida / 

Maria de Deus Lousa /

Maria Teresa Meireles (pendente) /

Marta Guedes / Mónica Sousa 

/Mónica Barroso / Patrícia Santos / 

Paula Barros / Tê Mamede /

Regina Traveira / Rosa Rodrigues/

Rui Aragonez Marques / Sandra Chambino/

Sandrina Ribeiro /  Teresa Nora / 

(...AUMENTA...)

(...)

FALTAS TU!

NOTA 1

Necessitamos que nos sejam comunicados os acompanhantes que vão vir convosco. Crianças até 12 anos e adultos. Deverão fazê-lo no Grupo que o Professor Acácio irá abrir no WhatsApp ou de outra forma Mensager ou telefone:

Acácio Coixão Duarte - 966 017 669

Rui M. Aragonez Marques - 927 103 971  

Temos que saber o número de pessoas devido à organização do Almoço.

NOTA 2

O Acácio irá abrir uma conta de WhatsApp para nos podermos comunicar. Para isso temos que saber números de telefone para ele fazer os convites para as contas.

A partir dessa conta aberta, este Blog emprestado à causa deixa de ser necessário.

Se ainda não estás inscrito no II Encontro de Professores e Amigos que se conheceram em Timor ou devido a Timor-Leste, não percas tempo. O salão das festas tem número limite de usuários. É fácil. Basta contactar os números de telefone disponibilizados ou, dizer a qualquer pessoa desta lista de presenças que seja adicionado à conta de grupo WhatsApp. Por aí falamos todos.

... Aumenta...

Estamos à tua espera!



sábado, 7 de septiembre de 2024

MAIS PROFESSORES E AMIGOS INSCRITOS PARA O II ENCONTRO DOS QUE SE CONHECERAM EM TIMOR OU POR TIMOR. VEJA TODAS AS INSCRIÇÕES AQUI ATÉ AO MOMENTO, COM OS NOVOS INSCRITOS INCLUÌDOS.


 Acácio Coixão Duarte /Amelia BravoVadillo/

Ana Baptista / Ângela Dourado/

(Bé) Bernardete Gonçalves (Pendente)/ 

Bruno Coimbra / Carla Delgado (pendente) /

(Cajó) Carlos Novais / Cláudia Videira /

 Emília Fitas /Filomena Hortinhas / 

Helena Barrinha (pendente) /Inês Clímaco /

Inês Teixeira /João Parreira Martins / 

Lígia Braz / Lina Carona/ 

Margarida Figueirinhas / Maria Almeida /

Maria Teresa Meireles (pendente ) /

Marta Guedes / Mónica Sousa 

/Mónica Barroso / Patrícia Santos / 

Paula Barros / Tê Mamede /

Regina Traveira / Rosa Rodrigues/

Rui Aragonez Marques / Sandra Chambino/

Sandrina Ribeiro /  Teresa Nora

(...AUMENTA...)

(...)

FALTAS TU!



 

sábado, 31 de agosto de 2024

LISTA DE PARTICIPANTES ATUALIZADA AO DIA DE HOJE (31/8/24) / II ENCONTRO DE PROFESSORES E AMIGOS QUE SE CONHECERAM EM TIMOR-LESTE


 Acácio Coixão Duarte /Amelia BravoVadillo/

Ana Baptista / Ângela Dourado/

(Bé) Bernardete Gonçalves (Pendente)/

(Cajó) Carlos Novais / Emília Fitas/

Filomena Hortinhas / João Parreira Martins / 

Lígia Braz / Lina Carona/ 

Margarida Figueirinhas/

Patrícia Santos / Paula Barros/

Regina Traveira / Rosa Rodrigues/

Rui Aragonez Marques / Sandra Chambino/

Teresa Nora / 

(...AUMENTA...)

(...)

FALTAS TU! INSCREVE-TE!



jueves, 29 de agosto de 2024

II ENCONTRO DE PROFESSORES E AMIGOS QUE SE CONHECERAM EM TIMOR

 


Realiza-se em Campo Maior, no dia 27 de dezembro, o II Encontro de Professores e Amigos que se conheceram em Timor-Leste.

A data está marcada e, teve em atenção um período em que se podem encontrar, amigos que estão em Portugal com os que estão fora, mas regressam a casa, nesta época natalícia.

Tudo está a ser preparado e contamos já com a presença dos/as seguintes e saudosos aventureiros/as.

Acácio Coixão Duarte /Amelia BravoVadillo/

Ana Baptista / Ângela Dourado/

Lígia Braz / Margarida Figueirinhas/

Patrícia Santos / Paula Barros/

Regina Traveira / Rosa Rodrigues/

Rui Aragonez Marques / Teresa Nora

(...aumenta...)

Faltam 4 meses, pelo que este é o pontapé de saída.

A partir deste momento a malta do sul do Tejo, organiza o que aqui respeita (almoço não mais de 15 euros refeição completa), atividades, contactos locais... o pessoal do Centro e Norte começa a participar auxiliando na divulgação (convites a amigos que conheça).

Está decidido:

Local do almoço - CURPI (o mesmo do ano passado mas, no salão grande).

Oficina de Corte e Costura - Durante o almoço

Salão de Baile ;

Dança:

Tipos de música

- Tower

- Casa da Música

- Baile da Paróquia.

Está garantida a Dança do Pinguim:

Saudades:

Tragam o computador ou pen. Temos onde projetar

Visita ao Museu do Azeite.


Visita à Barragem do Caia:



Aperitivo no Bar da Barragem com vista do pôr do Sol
 "Saudozar" o DIZZA.

Jardim Municipal:
 Iluminações de Natal e fotografias de grupo.

Tudo o que está aqui será transformado em PROGRAMA, horas , ementa escolhida...

Poderão contactar cada uma das doze pessoas que irão estar presentes para aviso de presença.

Há decisões a tomar que necessitam de saber "Quantos Somos?"
Sejam Bem-Vindos ao 
II Encontro de Professores e Amigos que se conheceram em Timor-Leste

O evento está aberto a familiares e amigos.

Aproveito para apresentar os meus 3 netos aos membros da família Timorense.



 



domingo, 19 de mayo de 2024

AIAR promove I Concurso Ibérico de Poesia




AIAR promove I Concurso Ibérico de Poesia no âmbito do Festival Sons do Guadiana: Associação de Desenvolvimento pela Cultura, sediada em Elvas, lança o desafio aos poetas de Portugal e Espanha com o I Concurso Ibérico de Poesia, integrado na IV Edição do Festival Sons do Guadiana. Com prazo aberto até 10 de junho, esta iniciativa visa não só promover a arte poética, mas também fortalecer os laços culturais […]
    
 REGULAMENTO

Com o alto patrocínio de S.Exª o Presidente da Republica e mais de 60 patrocinadores, entre eles a marca Delta.

Convido autores de Filigrana Editora, onde edito os meus livros a participar.

O Concurso de poesia esta aberto a todas as idades
(ver regulamento)

Todos podem participar. 

Basta ler o regulamento e candidatar-se a 5 dias e 5 noites para toda a família numa viagem organizada:
  "Passeio nas margens do Guadiana". 

Guadiana : Tema do Concurso.
( ver regulamento )


viernes, 19 de mayo de 2023

AVELINO BENTO, CULTURA E SOLIDARIEDADE EM GALVEIAS




 Numa atividade visando a cultura e a solidariedade, Avelino Bento esteve em Galveias num encontro que se mostrou um rebuçado de afetos.

 







A esposa de Avelino bento, a doce Ilda, foi um excelente elemento na animação dos presentes, gente boa, gente aberta à cultura , à novidade e à experimentação de atividades novas.







O Dr. Avelino Bento, resolveu então distribuir livros
 pelo grupo existente
 envolvendo-os na leitura de poemas.
 Uma experiência digna de ser mais do que relatada, vivida.







Tanto Avelino Bento como a esposa, Ilda, adoraram a experiência e prometeram voltar.








Irão voltar, sim, com novos livros e atividades.
Para já,
 estarão em 
Ponte de Sor, no dia 20 de maio.
Nova metodologia, aberto a todos os leitores e magos de sonhos e vida..



Como colega de letras do autor, deixo uma saudação a Galveias.
Obrigado ao Avelino pela partilha destes documentos.
Filigrana Editora, 
onde ambos,
 fazemos reais as partilhas dos nossos jogos de letras e palavras, 
pediu-me que deixasse aqui
 um obrigado a todos os que vivenciaram este evento.


miércoles, 17 de mayo de 2023

ARAGONEZ MARQUES - QUEM É PARA ALÉM DE PROFESSOR?

 



 

Rui Manuel Aragonez Marques nasceu em Portalegre no dia 19 de abril de 1957.

Foi professor em Timor-Leste, durante quatro anos letivos, depois de uma década a ajudar a língua portuguesa em Espanha.

Regressou ao seu Agrupamento de Escolas de Campo Maior, tendo agendada uma nova aventura pedagógica na Namíbia se a família deixar...e a resposta a um desafio, a presença em todas as escolas portuguesas da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) aqui, quer a família queira ou não.

Estará em Timor-Leste, primeiro país da CPLP a ser visitado, para apresentar a sua obra, à disposição do público na Livraria do Plaza em Díli, para apresentar o novo livro, sobre o seu trabalho como cooperante em Timor-Leste, "O Que Foste Lá Fazer?" atualmente, no prelo.

 Desenvolveu muito cedo o seu gosto pela escrita, contando com uma obra variada que atinge desde o romance, à literatura infantil, contos e canções infantis, até crónicas literárias espalhadas por órgãos de comunicação social.

Livros editados

Margens de um rio violento (1997) / Uma aventura no Ciclo da Água (2002) / Três contos Trípteros (2006) / As estrelas do Avô de Manuel (2008) / Mariana ou a Andorinha Filha da Liberdade (2009) / Retratos de Gente em Procissão (2012) / A Mulher do Sargento Espanhol (2018)

Imprensa Regional

Semanário Distrito de Portalegre / Semanário A Rabeca / Semanário Notícias de Elvas / Semanário Brados do Alentejo / Semanário O Arraiano /  O Despertador /Jornal do Caçador / Semanário Fonte Nova.

Imprensa Nacional de Especialidade

Jornal de Educação

Jornal das Letras

Além-fronteiras

(Espanha)

Revista Noudar

Foi durante três anos, colaborador e Diretor de Conteúdos

(Suíça)

Colaborador permanente da Revista Lusitano de Zurique 

Desde 2019 até hoje.

(Brasil)

O livro “ A Mulher do Sargento Espanhol” foi adotado como livro de leitura e estudo na Universidade de S. Paulo, fazendo parte do currículo do Departamento de Português.

 

Canções infantis

Se Algum de Nós Desafinar- 1976 / João Vem Trabalhar- 1976 / O Polícia Gaspar- 1997 / Panela de Pressão- 1977/ Menino Só- 1977 / Canção do Bombeiro- 1977 / Vamos para a Escola- 1977 / Canção do Palhaço -1977/ Pronomes Pessoais- 1978 / Dona Chica Fraldisqueira- 1996 (Finalista do Festival de Guimarães) / Carta ao Pai Natal- 1977 / Eu comi uma papaia – 2016 / Ler um livro é uma Festa – 2018 / Vencemos o Lobo Mau (2018) / Amigo Pai Natal 2017-2018 / Bombeiro de Aileu-2018.

 

 Peças de Teatro

Vamos Despir o Palhaço- 1997

Nascemos Iguais - 2015

 

No Prelo

(Curto Prazo)


“O Que Foste lá Fazer?”

(Obras completas/ Coleção Aragonez Marques)

“Retratos de Gente em Procissão”

(Reedição melhorada/Coleção Aragonez Marques)

“Três Contos Trípticos”

(Reedição melhorada e bilingue/Coleção Aragonez Marques)

“A Taberna de Avelino Camejo”

(Obras completas/ Coleção Aragonez Marques)

“Crónicas do Fonte Nova”

(Crónicas publicadas no Semanário Fonte Nova/Coleção Aragonez Marques)

“Triala”

Uma história infantil de Timor-Leste sobre a inclusão.

(Obras completas/ Coleção Aragonez Marques)

(Médio Prazo)


Livro Infantil com CD e todas as histórias e canções produzidas.

(Longo Prazo)

...em construção...

Reedição de toda a obra literária desde 1997


lunes, 8 de mayo de 2023

UMA EXPOSIÇÃO PARA O PÚBLICO E PARA AS ESCOLAS DE PORTALEGRE




Está patente na Biblioteca Municipal uma Exposição, inaugurada no dia 6, na homenagem ao Professor Cabé, numa organização da Câmara Municipal de Portalegre, com a colaboração de Filigrana Editora.
Esta Exposição ficará aberta ao público e destina-se às Escolas de Portalegre, pelo que aqui fica o convite para que professores e alunos possam beneficiar da proximidade de outras formas de vida e cultura.
(Fotos gentilmente cedidas por Flávia Silva, estagiária na Biblioteca Municipal de Portalegre)




 A Exma. Presidente da Câmara de Portalegre, Engª. Fermelinda Carvalho, deixando o convite e saudando os presentes.

FOTOS SOLTAS



 












Tudo o resto encontrará no Convento de Santa Clara, Biblioteca Municipal.
Prepare a sua turma e não falte.
Esperamos por vós.

miércoles, 24 de agosto de 2022

PROGRAMA DE DIA 8 DE OUTUBRO CAMPO MAIOR SERÁ A CAPITAL EUROPEIA DE TIMOR-LESTE

 



Tudo começou com o livro de Amelia Bravo Vadillo, prefaciado pela Dr.ª Lurdes Bessa, Embaixadora de Timor-Leste na Suíça, Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária da República Democrática de Timor-Leste para o Principado do Mónaco e Representante Permanente para os escritórios das Nações Unidas e outras Organizações Internacionais em Genebra. 



Como acompanhantes virãa Dr.ª Isabel Amaral  Guterres, Embaixadora de Timor-Leste em Portugal e a Dr.ª Marina Ribeiro AlKatiri, Embaixadora Permanente de Timor-Leste junto da CPLP.


Quando começam a surgir mais pessoas como o Padre Vítor Milícias (nomeado, em 1999, Comissário Nacional para o Apoio à Transição em Timor-Leste), Dr. Rui Silva (Coordenador Geral da Missão Humanitária Portuguesa em Timor-Leste, no mesmo período), Eng. Abrantes (Responsável pela reconstrução da eletricidade no novo país, representando a EDP), Tenente Coronel Luís Candeias (Campomaiorense que durante vários anos foi assessor do Governo Timorense), Dr. Loro Horta ( ex- Embaixador de Timor-Leste em Cuba e filho do Presidente da República de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz, Dr. Ramos-Horta), assim como a sua tia Licínia Ramos-Horta ( irmã do Presidente da República de Timor-Leste e Nobel da Paz Dr. Ramos-Horta, atualmente na Polícia Judiciária em Portugal), Dr. Daniel Braga ( Presidente da Associação Amparar Timor- TANE TIMOR do Porto), Arquiteto João Tolentino (Autor de maquetes de casas de Timor e de Fotografias das casas expostas no livro de Ruy Cinatti), Dr. Jorge Santos ( Autor de uma exposição "Timor a Ilha Feiticeira), Dra. Ana Golaio (Coordenadora do Centro Escolar Rui Nabeiro que faz parte do Agrupamento) e Dr. Jaime Carmona (Diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior), Presidentes de Elvas, Arronches, Portalegre (Terra do Cabé a quem é também dedicado este livro e que irá aí logo que possível), Presidente da Câmara de Ponte de Sor (Onde vive a Lígia e que logo que me queixei do projeto me disse de imediato que teria que ser feita uma apresentação e com as exposições abertas ao seu agrupamento), Rui Marques ( Organizador do Lusitânia Expresso), Rui Cardoso Martins (Escritor, que como jornalista nessa altura, fez parte da aventura do Lusitânia Expresso), Francisco Manso (Realizador de uma série a ser apresentada na RTP "Os abandonados" sobre Timor-Leste, Gabriela Carrascalão (pintora, ligada às artes, casada com José Cid, que não colocou os seus quadros por estarem expostos nesta data, na Casa de Cabo Verde, mas que prometeu a presença dos mesmos em novos eventos), a nossa Teresa Nora que vem à sua terra propositadamente de Moçambique... e todos os dias vai aparecendo mais gente, especialmente professores e professoras, vindas de todo o país para estarem presentes neste evento, assim como militares que serviram Timor.

Viu-se a Amelia assim obrigada, ela que é uma aventureira boa aproveitadora de recursos, a transformar este dia num dia que fosse uma homenagem a um País que quem esteve, não esquece.

Planificar um dia assim, necessitava de ajuda, encontrada na Câmara Municipal, no Agrupamento de Escolas e a quem estamos muito agradecidos, o Sr. Comendador Rui Nabeiro, que nos cedeu todos os espaços.

Segue assim o:
 PROGRAMA


O almoço teve que ser organizado, com as respetivas surpresas num local pertencente ao Grupo Nabeiro, onde se organizam casamentos e grandes eventos, pois o limite dos restaurantes era de 100 pessoas.
 Ficamos em mesas de 6 ou 8 pessoas e poderão servir-se de tudo o que vos apetecer, as vezes que entenderem.
É o melhor momento para nos encontrarmos

Menu 



Dentro em breve mais informações serão divulgadas no site de Filigrana Editora.
                                   www.filigrana-editora.pt

Qualquer dúvida ou informação utilize o telefone:   964 149 081

lunes, 16 de mayo de 2022

CONTINUO A ESCREVER PARA O LUSITANO DE ZURIQUE (REVISTA DE MAIO)


 Este mês, acabei por publicar um extrato de "O Que Foste Lá Fazer?

Um livro que passou para livro de contos e que continua a ser escrito, ponto por ponto, conto por conto e que às vezes publico partes, como este mês na Revista Lusitano. 

A Revista dos emigrantes de Zurique.




Para quem quiser ler, aqui fica.

Do nosso Cantinho para o vosso Cantão

Este mês ofereço uma história das minhas aventuras pelo Oriente que faz parte do livro de contos “O Que Foste lá Fazer?” sobre Timor-Leste.

As Freiras

As cadeiras de bambu têm sobre elas, almofadas compradas perto. Vendem-se na plantação de casitas de artesanato ao lado das gigantes bananeiras de fruto pequeno e doce que aproveitam os passantes, ou passeantes que param, frente à fortaleza portuguesa, canhões enferrujados virados para o vasto e ritmado azul. O mar, esse mar incomensurável, arrastava-se até às ilhas indonésias que se avistavam e mudava de cor, azul petróleo, álcool ou céu, às vezes verde, tons escuros, raiados pelo branco das ondas baixas mas fortes, como os homens, embrulhando-se cadenciadamente nas pedras soltas da praia de areia negra mas suave, como os cabelos das crianças, mexendo-se na insegurança dos corais cortantes, cores vivas e abrigo de peixes pintados de arco-íris, como os “tais” coloridos das mulheres da ilha.

Do lado de cá do baile do mar com a praia, antes das casitas, atravessa-se a estrada, passa-se a fortaleza, a montanha sobe sem alcatrão e visita o café, a canela e o ananás, que o Avô Serra metia na mesa, servido de histórias e de palavras de tempo, que confundem o homem velho e sábio, com a história de Timor, o homem (hoje já falecido) com raiz portuguesa que chegou há muito e ficou, como o crocodilo da lenda.

Carlos Novais tinha ido de Liquiçá a Maubara, numa “microlete” que mandou parar e que não gritava “Díli, Díli, Díli” mas “Bara, Bara, Bara”, pequenina, peluches cobrindo o tablier tapando o vidro da frente, já só meio, pelo autocolante do Barcelona que cobria a metade superior e rivalizava com um Cristiano Ronaldo pintado nos laterais exteriores. Porta aberta com dois rapagões de bronze, cabelos atados e chinelos, meio dentro meio fora, pendurados, porque dentro iam senhoras tímidas, peles sofridas pelo sol e trabalho, dentes vermelhos da última masca, “tais” sujos de pó, mas pés com asseio, unhas cortadas e bicos de galinhas que espreitavam por baixo dos assentos.

“Bara, Bara, Bara” e parou como um regaço fresco na estrada quente. Carlos entrou e com ele o colega com quem tinha combinado visitar Maubara, romper a clausura da ilha em que sentia a sua escola e respirar, outro ar, longe das obras poeirentas que atravessavam a localidade onde estava, desde que o avião o deixou naquela aventura, e só regressaria para o levar, com os reis magos, pelo natal, para poder estar a horas no presépio da sua casa. Tinha Maumeta, o suco onde morava, praia também, baleias à vista algumas vezes, golfinhos quase sempre, crocodilos não se pensava nisso, mas estava muito próximo da escola onde estava há pouco mais de um mês, a gosto quando o trabalho era a gosto, forçado quando lhe começaram a forçar o gosto. Mesmo o amor passa a desamor quando obrigado sem obrigado, e não precisava que lhe agradecessem, bastava que o deixassem fazer o que sabia, aliás, julgo que a única coisa que julgava saber fazer, ser professor, dar e receber todos os dias. Despistar nortes, emprestar rumos e receber outros saberes, emprestar uma bússola, falar da estrela polar, e receber, nem que fosse um sinal de fumo ou de bandeiras, compensada com a visão do cruzeiro do sul. Afecto só sentia o de alunos, pais e funcionários, porque os nortes que eram dados por quem levava o leme, afastava a nau da terra, no convencimento de que os instrumentos de orientação de bordo, porque importados, eram seguros, infalíveis mesmo, e o pior, inquestionáveis, e se falhavam as velas pelo óbvio, tudo a remar, transformando a nau em galé. Ambos estavam a precisar de sentir a parte de fora, aquela outra vida que não parava, diferente, desconhecida para eles, misteriosa, feiticeira, como alguém lhe chamara. Saíram assim para a parte de fora da galé, sem tambores, e soube-lhes bem o ar, o mar e as gentes que falavam de outras coisas que nunca tinham ouvido, de outra forma, línguas que nunca tinham escutado, de outras maneiras de sentir, formulários que tinham necessidade de preencher sem ser os outros, aqueles que faziam cumprindo, e a que nem sequer, se atreviam a perguntar para que serviam?

Talvez agora, não repetissem aqueles coelhinhos de uma Páscoa, celebrada ali de outra forma, feitos de embalagens vazias de iogurte e de saberes de rua, importados para uma escola de um país, onde os coelhos são tão conhecidos como os pinguins em África. Claro que se tinham que misturar, de conhecer cheiros e risos e descobrirem que a lua ali não é mentirosa, porque naquela tarde a viram em forma de barco e na anterior de fatia de melão, quais quartos crescentes e minguantes? Qual quê? E as fichas? A praga das fichas? Com feiras e carrosséis, meninos loiros e algodão doce nas mãos? E os exames? Fechados e dignos, desenhados em segredo por adultos “especialistas” para terem um resultado de espionagem secreta para saber o que os meninos não sabem em vez de os estimularem pelo que aprenderam? Demasiado fechados, policiados, ritualistas.

- Estamos a falar de crianças Carlos?

- Pois, o problema é esse, é que estamos a falar de crianças.

Estava decidido, tinham que começar a sair! A estrada de Liquiçá para Maubara é uma língua recente, salpicada de animais que dão cor ao alcatrão novo como o novo país, animais que estavam antes das máquinas lhes tirarem o espaço e agora, que as máquinas partiram, o reocuparam, e usam-no, com tempo, com todo o tempo do dia e da noite.

- Olha Carlos, a Lagoa.

À esquerda, uma manta líquida, espelho de uma família de pelicanos que se duplicavam no reflexo da água, limpa hoje, outrora manchada de vermelho, que a metralha castigava com a vida, um povo que queria ser país.

_ É por isso que se chama Lagoa Vermelha?

O silêncio respondeu que sim, o espelho de água reflectiu a paz, e o voo dos pelicanos mostrou um país. Maubara apareceu de repente, com as suas casotas de artesanato, a fortaleza de canhões enferrujados apontando para o mar, hoje sem medo do que as ondas lhes trazem. A microlete parou, Carlos perguntou a que horas havia uma de regresso, em português, nada, em inglês, igual, gestos, dedo indicador apontando o relógio, mão aberta para dizer cinco horas, arranhou tétum, também não. O timorense pequenino mostrou os dentes brancos num sorriso de entendimento, sim, disse, Carlos Novais mão aberta e dedos esticados, cinco horas, ele respondeu sim de novo, e tornou a responder sim a tudo, sempre com um sorriso de que finalmente entendera. Gustavo, olhar de observador soltou, parece que percebeu, vem às cinco. Carlos Novais fez-lhe adeus, o timorense também e a microlete envolta em fumo de escape voltou para trás. Missionariamente (o adjectivo existe porque o criei na liberdade que a escrita me dá para inventar) Carlos comentou: Acabamos sempre por nos entender - e ficou a olhar o mar. A tarde passou, cinco, cinco e meia, seis horas e Gustavo na estrada suspirou com ironia: Acabamos sempre por nos entender – Carlos não respondeu, apenas pensava que a noite estava a chegar e tinham que regressar.

- Vem aí uma Toyota de caixa aberta, nova, aposto que tem ar condicionado.

Nasceu a esperança e fizeram sinal para que parasse, ao longe, bem antes de estar junto deles.

- Eh pá, espera, não a mandes parar, porra, vem carregada de freiras!

Era tarde por um lado, mas por outro parecia que estava a abrandar. E abrandou. E parou, não por eles, mas porque três homens carregados com um enorme cacho de bananas também lhes fez sinal.

- Para as meninas do orfanato.

Começaram a atar o cacho pendurado na traseira.

Carlos Novais contou sete freiras na parte cabinada e cinco, bem mais novas, juvenis até, na parte aberta da carrinha.

- Vamos lá?

- Não temos nada a perder.

Aproximaram-se da madre e perguntaram se podiam ir com elas para Liquiçá. Desconfiadas, dois homens, um corpulento, o outro barbudo, a sorte parecia perdida quando uma delas com sotaque espanhol disse:

_ Está cheio!

Carlos Novais puxou dos galões de homem sério, casado, pai de filhos, professor, honesto, incapaz de uma má palavra, muito menos de um mau gesto.

_ A irmã é espanhola? A minha esposa também. Vem a Timor em Agosto…

Milagre.

A sua ordem também era, iam receber a visita de uma sua superiora, que bom era mulher do Carlos ser espanhola… Aproveitando a embalagem Gustavo disse “espanhola e professora, até podia ensinar castelhano enquanto aqui estiver, de forma voluntária, às meninas do orfanato, ou às irmãs que quiserem”. Carlos olhou para ele, que nem tão pouco a conhecia, mas com a noite a cair, confirmou, que sim, poderia fazê-lo e também chinês e grego e latim, por favor, que os tirassem dali.

_ Têm é que ir atrás, com os mantimentos.

_ Não faz mal, muito obrigado (lembrou-se que eram freiras) Deus vos pague.

Gustavo, ágil, saltou para a caixa, já Carlos Novais teve que ser puxado, julga mesmo que também empurrado, pelos três homens que tinham acabado de atar as bananas. Deu-se conta que estava dentro quando caiu redondo e com estrondo no meio dos sacos de batatas, hortaliças, duas galinhas, um cabrito de patas atadas com arame e ele ali, agora sentado, cabelos ao vento, com as noviças rindo do espectáculo que se lhes oferecia. A Toyota avançou, as freiras mais velhas na cabina, atrás na caixa Carlos, Gustavo, e as freiras novinhas que riam, com as mãos na boca, e falavam tétum entre elas, entremeado com gargalhadas, que tudo indicava, seriam de gozo perante aqueles “malaes”, que se tinham junto aos mantimentos. Carlos Novais tentou colocar ordem na viagem e perguntou:

_ Vamos cantar?

_ Sim, Sim…

Puxou então das suas memórias religiosas, de quando se vestia de acólito, aos Domingos, na sua paróquia de S. Lourenço em Portalegre, as namoradas que não sabiam que eram, apenas desconfiavam, lindas e vestidas de novo, as gentes perfumadas esperando a saída para o encontro na porta da igreja, naquela missa do meio-dia que marcava a Cidade como um ritual. O padre como rei, ele como pajem branco, levando-lhe as armas para aquele enorme campo de prisioneiros arrependidos, de joelhos, mãos postas, mas perdoados quarenta minutos depois para brilharem no alto da escadaria da igreja, naquele ritual de cores, de sorrisos de festa culminante de uma semana, passada no cinzentismo de sete dias iguais, onde nada acontecia. Em segundos percebeu que nenhuma canção desse tempo, com cheiro a incenso, medo e bafio, era apropriado perante religiosas tão novas e lembrando-se de anos mais tarde, pensou em canções mais modernas, de quando um concílio lhe mudou os Domingos, arrumando os véus negros, o órgão queixoso que nem parecia instrumento de música e trazendo as guitarras (nada tenho contra os órgãos, o Toy Eustáquio que me perdoe, embora tenha optado pelas cordas nos últimos tempos), as palmas, os abraços e a festa, para dentro da mesma casa, com as velhas beatas a resmungar, mas cantando, tentando acompanhar as ordens do tempo, embora continuassem a cheirar a velas e a azeite e a imprimir lentidão nas melodias.

Foi então que Carlos Novais ganhou coragem e começou cheio de esperança, voz bem colocada, festivo, com palmas a acompanhar:

_ Tenho um Amigo que me ama, que me ama, que me ama…

Correu bem, todas cantaram, mas sem muita alegria.

Carlos começou logo outra:

_ Sou Pescador, do mar da Galileia, deixa o teu barco …

_ Não, Não, Não…

Ó diabo, se calhar a letra não era aquela, as freirinhas não gostavam e, só entendeu o motivo, quando uma disse alto:

_ Júlio Iglésias, Júlio Iglésias… - e as outras em coro e alvoroço:

_ Sim, Sim, Sim…

                                                                                                                                                                                  Aragonez Marques