domingo, 2 de febrero de 2014

UMA SURPRESA GOSTOSA


O meu amigo 
António Freire, 
homem de letras guardadas,
 presenteou-me dedicando-me

 a sua crónica desta semana
na sua coluna 
R(O)STOS DE ESPERANÇA
do
 " Semanário Alto Alentejo,
com o título
A "ESCOLA" DA VILA NOVA

Porque aqui deixo
 "As letras que Gosto",
 cá vai para quem não comprou.



Lia-se mal e solicitei ajuda 
à Lurdes Ribeiro e ao marido, Zé Mamede
 pois o meu scanner negou-se a colaborar.

Recebi o original que aqui publico, assim como a parte intima que 
o Zeca me enviou com ela.




Acabei por ter uma excelente tarde com estes amigos e com o Zeca de fundo.



UMA TARDE COM RECORDAÇÕES E PORTALEGRE NA MEMÓRIA.

Obrigado Zeca!



sábado, 1 de febrero de 2014

O BANCO E A PEDRA ( Um conto de amor três anos depois de Abril / Descoberto na velha gaveta)









BOAS LEITURAS!!

UM CONTO CHAMADO 115










BOAS LEITURAS!

A DÚVIDA DA PRINCESA









BOAS LEITURAS !

A PRAIA ONDE MORRIAM AS BALEIAS OU UMA BRAÇADA PARA FORA DA DEPRESSÃO











BOAS LEITURAS!

UM CONTO DE NATAL ENVIADO PELO ESCRITOR JUAN ANTONIO MENDEZ DEL SOTTO




Era la Noche Buena, pero para Elisa, la niña huérfana, era una noche más de hambre como cualquier otra. Sin embargo, tenía la esperanza que pudiera ser diferente, gracias a tantas y tantas historias que había escuchado, sobre los milagros que solían acontecer en una noche como aquella, en el que todo el mundo era feliz, celebrando el Nacimiento del Niño Dios.
            En aquella habitación, en la que la niña esperaba el milagro, no se escuchaba el sonido de la pandereta ni el de la zambomba, tampoco el de las risas ni las alegres voces de la gente, intercambiando felicitaciones y buenos deseos. El sonido a aquella triste estancia, lo ponían los intestinos de Elisa aguardando digerir algún alimento.

            La niña se tendió sobre el sucio jergón, único mobiliario entre aquellas cuatro paredes desconchadas y húmedas, y rezó para que el milagro no tardara.

            Entornó sus ojos y… De pronto, una cegadora luz iluminó la estancia. ¡Era el milagro! Su milagro. ¡Al fin!
Entre el blanco deslumbrante, vio como se aproximaba, con la mano extendida, un ángel azul. El ángel que daría fin a sus penas.
Feliz, cerró los ojos. La cegadora luz desapareció, pero el ángel continuaba a su lado.
Se acercó un poco más y acarició la cara de la niña.
Aquél ángel no era azul, era negro como la noche.
Elisa no volvería a dejar ver nunca más su triste mirada.

-------JAMS------

miércoles, 29 de enero de 2014

COISAS DE CRIANÇAS


 Escorria-lhe do canto da boca, baba viscosa que lhe molhava a beata curta, apagada, enganadora do vício que teimava em enganá-lo.
Nunca vi mãos que tremessem tanto, mas as palavras eram seguras, directas, eram palavras com força, contendo uma história em cada letra.
- Sabe , Senhor? Nasci aqui, no Alentejo, ainda fui à escola, sim senhor. Pouco tempo, mas fui.Conhece a Rosa do montado? Namorei-a nove anos!... antes de conhecer a minha patroa. Andámos juntos na escola. O pai dela era merceeiro, uma profissão muito boa naquela altura. Tirou a quarta classe e foi estudar para a cidade. Hoje é professora. Mas, namorei-a nove anos, sim senhora! É que sabe? Ela nas férias vinha à aldeia, e eu... gostava dela, naquela altura... coisas de gaiatos... (sorriu) era bonita, muito bonita mesmo. Depois, a cidade subiu-lhe à cabeça, começou a dar aulas aos cachopos e conheceu um qualquer desses das Finanças, que lhe deu um carro, uma casa... encheu-lhe a barriga.
Eu não podia, tirei só a terceira classe. Andava pelo campo a guardar catorze ovelhinhas. Ganhava um tostão por dia.
Hoje, ela é uma senhora fina, dona do montado.
Se calhar já se nem lembra de mim. Nem me olha na rua.
Coisas de crianças, sabe? Coisas de crianças...
                                                                                                                                   AM
1999
in- Retratos Esquecidos de uma Velha Gaveta ( na gaveta)